A sequência do processo de formação escolar encontra no ciclo do Fundamental II novos desafios, que não devem e não podem ser ignorados, justamente porque interferem decisivamente na amplificação dos desafios vivenciados pelos alunos. As mudanças provocadas pela adolescência impõem novos pactos com a família, com seus pares e com os adultos responsáveis pela rotina escolar.

Em tese, o universo de atuação do aluno torna-se mais complexo. Mais uma vez, a grade curricular amplia-se em diversidade e torna imprescindível mecanismos mais eficazes para administrá-la. A principal consequência dessa nova etapa é sentida pelo inevitável aprofundamento dos conhecimentos e da densidade das atividades escolares, as quais, por usa vez, dificultam um acompanhamento estreito das famílias dessa rotina.

O universo social dos alunos, sobretudo aquele cujos limites ocorrem dentro dos muros da escola, é posto constantemente em teste. A necessidade de encontrar soluções criativas para dar cabo desse novo cenário necessita uma postura capaz de dividir as dificuldades encontradas com habilidades de negociação com o diverso e com a liberdade para o erro. As bases construídas pelos ciclos precedentes devem ser sólidas para permitir ao aluno identificar limites, desenhar soluções para superá-los e, portanto, avançar rumo à construção de sua autonomia.
O aprofundamento dos estudos e das áreas do conhecimento deve transformar o saber num vetor imprescindível para ativar formas inovadoras de enfrentar as dificuldades inerentes à formação escolar.