O processo de integração Paraisópolis e Hebraica

*por Nancy Nery da Conceição

Iniciamos esse ano, de modo sistemático, o encontro entre os alunos da unidade Paraisópolis com os alunos da Hebraica. O encontro ocorre todas às quartas feiras à tarde, no horário de Síntese, nos corredores e salas do Ensino Médio do prédio da Angelina Maffei Vita.

Ao longo dos anos anteriores, esse encontro ocorria em outros momentos, como em feiras de ciências e nas mostras culturais. Acreditávamos que assim os alunos de Paraisópolis poderiam vivenciar uma troca mais honesta e igualitária, na medida em que se fortaleciam do ponto de vista curricular, visto que chegavam com uma formação bastante fragilizada e com pouca resiliência.

Entretanto, a partir de uma decisão institucional, pensada com delicadeza e elaborada através de princípios claros, acreditamos que esse fortalecimento pode ocorrer através de um processo de aprendizagem, onde a integração é um princípio, e ao mesmo tempo um fim.

Ou seja, a escola, num movimento estrutural, deseja enfrentar a fragilidade dos indivíduos em apenas enxergar o que os separa e não o que os une, parafraseando Milton Santos. Nosso objetivo, portanto, é transformar o veículo dessa convivência mediada pelo conhecimento e pela tradição humanista, num fim em si, onde a integração é experimentada em todos os encontros, num processo de aprendizagem constante.

Ao longo desse processo, que teve inicio em fevereiro, é possível observar aproximações espontâneas entre os alunos, onde o espaço se tornou, apenas, um cenário. Agrupados em torno de temas comuns e orientados pelos mesmos professores, alunos do 1º ano e 2º ano do Ensino Médio das duas unidades discutem e apresentam suas indagações e conquistas em torno de seu trabalho de pesquisa.

Nesse sentido, portanto, seguimos acreditando que as diferenças não os tornam inferiores, e são apenas lugares de aprendizagem através da convivência continua.

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