O segundo ciclo da formação escolar inicia-se pelo acúmulo das experiências vivenciadas no ciclo de alfabetização. As questões fundamentais que nortearam o primeiro estágio do processo de formação do aluno permanecem presentes, ainda que mediados por nova coloração, quando iniciamos o processo de aprofundamento dos conhecimentos curriculares. O universo cultural, social e afetivo do aluno amplia-se consideravelmente. Os professores polivalentes, condutores dos processos de desenvolvimento, próprio do ciclo de alfabetização, são substituídos por professores especialistas. A grade curricular, portanto, torna-se mais segmentada e, com isso, é necessário ampliar os recursos pedagógicos do aluno a fim que ele possa movimentar-se nesse novo cenário.

A especificidade dos diversos conhecimentos bem como a ampliação do campo de atuação do mundo adulto introduzem novos desafios de organização e, sobretudo, uma dimensão dilatada da administração do tempo dedicado à escola. Esse movimento, embora cuidado por estruturas pedagógicas previamente pensadas para estruturar a rotina escolar, é sentida tanto pelos alunos como pelas famílias. A agenda torna-se mais complexa, com tarefas distribuídas de acordo com as necessidades das disciplinas; inicia-se um processo de vínculo mais seletivo com os inúmeros campos do conhecimento; a diversidade provocada por esse processo impõe o aprimoramento de habilidades próprias do universo da colaboração e da solução dos problemas apresentados.

Esse movimento, contudo, não deve cristalizar posições definitivas e inquestionáveis. É tempo de experimentação, de testar limites, de superar dificuldades, de sedimentar as bases para uma formação mais complexa e diversa. O aluno deve iniciar, sob o olhar atento dos adultos que o cercam, um caminho rumo ao convívio com a diversidade.
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