O último Ciclo da formação escolar revela-se o endereço em que o aluno consolida os conhecimentos afetivos, teóricos e culturais vivenciados durante a vida escolar. Todavia, esse acúmulo aponta, inevitavelmente, para além dos muros da escola. Ainda que sejamos impelidos a nomear o Ensino Médio como o fim de um percurso, é fundamental que não esqueçamos o caráter transitório desse momento, cuja razão de existência é permitir ao aluno desenvolver os instrumentos necessários para ele encontrar-se preparado para as inúmeras dificuldades inerentes ao universo adulto.

É inevitável que esse período organize-se sob o signo da maturidade, da capacidade de um indivíduo estabelecer, com segurança, os aspectos fundamentais de uma sociabilidade diversa, colaborativa e inventiva. Para tanto, há necessidade de que o aluno ponha à prova as suas habilidades em situações cada vez mais próximas ao universo adulto. Saber reconhecer a frustração como força motriz da ação e o sucesso de seus planos como reflexo do grupo de que faz parte são consequências diretas do entendimento das novas prerrogativas do mundo trabalho.

Nesse cenário, a capacidade de ser resiliente e, ao mesmo tempo, apto a conviver com a diversidade imanente à globalização devem ser estimuladas durante todo o processo de formação cujo fim último é proporcionar aos alunos os instrumentos para tornarem-se seres humanos felizes, comprometidos com o universo social e sustentáveis.